Por que o Brasil não deve ratificar o TLC Mercosul-Israel
Assinado pelos países que compõem o Mercosul (Mercado Comum do Sul) em 18 de dezembro de 2007, o TLC (Tratado de Livre Comércio) Mercosul-Israel tramita agora no Congresso Nacional. Estudo em anexo publicado pelo Stop the Wall aponta por que o Brasil não deve ratificar esse acordo.
Agitar, para turvar a água
A 'solução' de 57 Estados, do rei Abdullah da Jordânia
Não estamos falando de israelenses e palestinos sentar para conversar, mas de os israelenses sentarem com palestinos, os israelenses sentarem com sírios, os israelenses sentarem com libaneses. E com os árabes e o mundo muçulmano fazendo fila para abrir negociações diretas com os israelenses, ao mesmo tempo. Esse o trabalho que teria de ser feito nos próximos dois meses para dar resposta regional ao problema. Não mais uma solução de dois Estados: é uma solução de 57 Estados.
Carta aberta à população brasileira
Por Comitê Nacional Palestino por BDS*
Escrevemos para expressar nosso apoio à população brasileira na sua luta contra o Tratado de Livre Comércio entre Israel e o Mercosul, e para estender nossa gratidão àqueles que assumiram o apelo palestino por boicotes, desinvestimento e sanções (BDS). Estamos todos chocados em ver o Mercosul, que iniciou como um quadro econômico fundado sobre o respeito e a defesa dos direitos humanos, desrespeitar tão descaradamente tais valores, em seu trato com o Estado de Israel. Esse acordo precisa ser derrubado.
Em Gaza, há milhares de famílias ao relento
19-25/2/2009, Al-Ahran Weekly, Cairo, http://weekly.ahram.org.eg/2009/935/re01.htm
Semanas depois de Israel ter suspenso o ataque massivo contra Gaza (prosseguem os ataques pontuais), há milhares de gazenses sem-teto, famílias inteiras e muitas crianças, vivendo em barracas, sob frio e chuva intensos. 6ª-feira, a temperatura era de 7ºC, com muita chuva. (Saleh Al-Naami, de Gaza)
60 mil palestinos, em Jerusalém, perderam direitos de cidadania
Maisa Abu Ghazaleh*
Como parte da operação em curso para fazer de Jerusalém cidade israelense (muro incluído), além das colônias e do confisco de terras, estão implantados agora o confisco dos documentos de identidade dos residentes em Al Ram e o fechamento da passagem de fronteira em Beit Hanina.
Mulheres árabes pelo direito ao retorno*
Por Soraya Misleh
Aos 79 anos, Fatemaeh Al Kadour levou quase uma semana para conseguir chegar ao Fórum Social Mundial, em Belém do Pará. O motivo? É palestina, vive em um campo de refugiados no Líbano e às 6 milhões de pessoas em diversas partes do mundo na sua condição é negado o direito de circular livremente. Sua história de resistência, determinação e lágrimas foi contada durante atividade realizada no dia 30 de janeiro, no Fórum Social Mundial. Ao seu lado, dois outros testemunhos de mulheres refugiadas na região comoveram a plateia.
O fórum dos palestinos*
Por Soraya Misleh
Realizado de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, o Fórum Social Mundial desta vez foi dos indígenas, dos quilombolas, dos defensores da Amazônia, mas também dos palestinos. Organizações de mulheres, de trabalhadores, dos sem-terra e muitas outras incluíram a questão palestina em suas atividades. A despeito de dificuldades estruturais enfrentadas durante o fórum e da desconexão entre as iniciativas, os defensores dessa causa universal buscaram dar a essa luta o caráter amplo que tem, emplacando o lema “Somos todos palestinos”.