Para não esquecer a catástrofe

Fotos: Aline Baker
Com o apoio de diversas organizações da sociedade civil, o Mopat (Movimento Palestina para Tod@s) realizou no dia 16 de maio, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, um ato-vigília que lembrou os 60 anos da nakba, a catástrofe de 15 de maio de 1948 - quando se iniciou a vida do povo palestino em campos de refugiados e na diáspora, no momento em que foram expulsos cerca de 750 mil árabes não-judeus de suas terras e de suas casas por forças militares israelenses que legitimavam a criação unilateral do Estado de Israel. O ato incluiu falas de representantes dos movimentos sociais e intervenções culturais, como interpretação de poesia palestina de combate e música de protesto, apresentação de vídeo, entre outras iniciativas. Ao final, foi feita vigília para homenagear as vítimas da ocupação e a resistência palestina.
HISTÓRIA
No dia 29 de novembro de 1947, as Nações Unidas recomendaram a partilha da Palestina em dois Estados, um judeu e um árabe. Esse plano jamais foi integralmente implementado, no entanto, criou o cenário da guerra de
1948, durante a qual Israel foi unilateralmente estabelecido como um Estado judeu no dia 15 de maio, mediante a limpeza étnica de mais de três quartos do povo palestino, confiscando suas terras e impedindo o seu
retorno. Essa guerra é lembrada pelos palestinos como a Nakba (catástrofe) e deu início à mais longa ocupação no mundo contemporâneo, a qual já dura 60 anos. Desde então, as políticas e práticas israelenses violam a lei
internacional, incluindo a Quarta Convenção de Genebra e a Convenção Internacional de Supressão e Punição do Crime de Apartheid.
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